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 Berlimer Online.de - «Nunca nos sentimos normais»

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MensagemAssunto: Berlimer Online.de - «Nunca nos sentimos normais»   Qui Set 03 2009, 17:24

O Bill e o Tom Kaulitz dos Tokio Hotel falam sobre a sua estranheza, solidão, tristeza, os amigos no trabalho e no novo álbum "Humanoid".

Um álbum Diamante em França, o prémio de artista revelação nos VMAs da MTV em Nova Iorque e quatro prémios nos MTV Latin Music Awards no México. A história de sucesso dos Tokio Hotel no estrangeiro nos últimos dois anos.

No dia 2 de Outubro, o terceiro álbum dos Tokio Hotel "Humanoid" estará nas lojas mundialmente em duas línguas - inglês e alemão.

Quando os rapazes actuaram pela primeira vez mundialmente nos EMA à dois anos atrás, as pessoas alemãs que estavam no recinto vaiaram a banda e os jornalistas internacionais perguntavam-se porque é que o povo alemão estava a vaiar a banda do seu próprio país.


O que é que diriam?
Bill: Diria que a Alemanha vê os Tokio Hotel de forma diferente. Começamos a nossa carreira com 15 anos, o que foi diferente em outros países em que ficámos famosos pela nossa música, mas apenas alguns dois anos depois. É difícil dizer "Sim gostamos de música feita por miúdos que têm 15 anos" e no fim alguns deles tem inveja do sucesso que nós temos.
Tom: É verdade. Sucesso sem inveja não existe.


Acham que isso é típico alemão?
Bill: Sim, mas acho que eles já começaram a desenvolver o seu lado de serem felizes por alguém. Já sentimos isso. É entusiasmante mas as reacções negativas não eram novas para nós. E para ser honesto é sempre um desafio quando isso acontece. Quando estou a actuar e oiço as pessoas a vaiar vejo isso como um incentivo. Não me envergonho nem me sinto mal, mas penso "Ok agora tenho de dar mais um pouco para eles verem que até gostam".

Até mesmo o Dave Grohl dos Foo Fighters deu os parabéns ao Gustav depois da actuação.

Tom: na mesma noite dos EMA muitas pessoas vieram ter connosco e disseram: foi fantástico.
Bill: É verdade. Há outras bandas que não sabem o que se passa na Alemanha e que até gostam de nós. O Jay-Z foi-nos ver ao nosso concerto em Los Angeles e depois fomos jantar com ele. Sentimo-nos honrados.


No geral o interesse em vocês pode ser negativo também. Não têm medo que todo o sucesso que têm, no qual vocês trabalham para, vos tirará a vossa vida privada?
Tom: Acho que já tirou o suficiente, não pode tirar mais.
Bill: Sim, isso é algo que vem com o sucesso. Estamos sempre à procura de mais sucesso, queremos sempre mais.


Quando foi a última vez que disfrutaram de liberdade antes de serem conhecidos?
Bill: No início de 2008 estivemos na América pela primeira vez e simplesmente fomos sem seguranças. Foi bom. Mas ao mesmo tempo pensas "Eu também quero que esta gente me conheça a mim, à banda e à nossa música."


Onde é que podem ir de férias sem serem reconhecidos?
Bill: Talvez à Austrália. Nunca lá estivemos.
Tom: Mas mesmo assim recebemos reacções de muitos países. Até do Japão e da Austrália, que nem lançamos nada lá.


O nome do novo álbum é "Humanoid". Vocês civem como humanóides, como espécies de "semelhantes a humanos"?
Tom: Nós crescemos numa aldeia pequena. Nunca nos sentimos muito normais, sempre nos sentimos semelhantes a humanos. Hoje em dia não há sitio nenhum em que nos sentimos bem e relaxados. Apenas sentimos isso em casa. E apenas passamos cerca de 20 dias de todo o ano em casa. Sentimo-nos sempre estrangeiros/turistas onde quer que vamos.


Um pouco triste não?
Bill: Sim, às vezes.
Tom: Já nos habituamos. Como já disse, é algo que sentimos sempre desde o início da carreira.


O vosso produtor David Joat descreve-te a ti, Bill, como a pessoa mais obscura e melancólica da banda. As tuas noites sozinho no quarto de hotel levam a isso?
Bill: Eles exageram! Mas acho que sempre fui assim, certo?
Tom: Sim, totalmente.
Bill: Não quero ter que falar sempre de maneira simpática. Foi bom ver que tipo de vida privada temos e o que pode acontecer. Temos de pensar se vale a pena, é assim e será sempre assim. Porque há alturas em que estou no estúdio e penso "Meu deus, eu sou cantor. É o meu trabalho e eu ganho dinheiro disto. Não tenho um trabalho do qual digo que não gosto." Muitas vezes penso assim, sou um sortudo.


Vocês não têm medo de que a vossa vida tenha efeitos estranhos como acontece às outras estrelas?
Bill: Quando eu vejo celebridades com problemas ou deprimidos consigo-me imaginar longe disso. Felizmente tenho o Tom. Tenho sempre alguém familiar comigo. E estamos juntos como banda à quase 10 anos e isso é muito bom. É difícil para estrelas como Michael Jackson, Britney Spears e outros artistas a solo do género.


Quão grandes são as hipóteses de conhecer a mulher dos teus sonhos num supermercado?
Bill: Só me resta desejar. Digo sempre: "É a única razão pela qual as pessoas se levantam de manhã. As pessoas querem ser amadas e querem encontrar o seu amor. Porque se não for assim, nada faz sentido". Também temos a nossa família e amigos, que também são muito importantes para nós. Mas claro que queremos apaixonar-nos mas ao mesmo tempo penso que é uma coisa irreal que pode acontecer na minha vida. Nos últimos 5 anos, desde que começamos com os Tokio Hotel, não tenho nenhuma relação nem nada que se pareça. Mas espero até agora pela grande coincidência.
Tom: Na realidade temos de dizer que nem saímos.


Vocês não conseguiam ter contacto nenhum com as estrelas de Hollywood? Visto que foram a Los Angeles para gravar o novo álbum.
Tom: Não é o caso dos números de telemóvel porque eu tenho muitos no meu telemóvel. Não posso telefonar a todas as raparigas que tenho no meu telemóvel em apenas um dia.
Bill: O problema é que não consegues conhecer bem as pessoas assim. É tudo muito superficial e acontece rápido demais. Há pessoas que pensam que vamos a muitos eventos mas não é bem assim. Toda a gente tem o seu plano. Quando as câmaras estão desligadas, voltas para o teu camarim e tens o teu próprio tempo.
Tom: Podes trocar números de telefone mas nada mais. Mas o Bill nem gosta disso. E comigo é sempre por uma noite. E mesmo se quiseres construir algo sério, não há possibilidade nenhuma. Estou uma noite aqui e no dia seguinte noutro sitio qualquer.
Bill: Preciso de uma rapariga que possa desistir da sua vida para ser capaz de fazer uma vida comigo.

Mas e se ela não for assim tão interessante?
Bill: Não têm de ser. Claro que ela têm de ter a sua própria personalidade mas também tem de ser capaz de se juntar a esta loucura toda que vivo todos os diaa. Acho que é sempre dificil em todas as relações.
Tom: Tem de ser bem falado. É dificl fazer algo como isto com alguém que nem conhece esta vida.

Muitas raparigas gostam de estretas da Pop andróginas porque não podem ser "maus". És inofensivo Bill?
Bill: Não sei mas é possivel. Mas ao mesmo tempo há pessoas que dizem que as mulheres gostam de "bad boys" e quando olho para o Tom vejo que funciona.

tradução: THF Portugal
fonte: http://www.berlinonline.de/berliner-zeitung/archiv/.bin/dump.fcgi/2009/0829/feuilleton/0004/index.html
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MensagemAssunto: Re: Berlimer Online.de - «Nunca nos sentimos normais»   Dom Set 06 2009, 13:12

Citação :
É verdade. Sucesso sem inveja não existe.
Haha, ele tem noção disso xD A inveja dos outros dá-nos sempre fama! Nem que seja para o mal Razz mas até o mal atrai o bom e ntou-se na situação deles ^^

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